Moda
Apesar da aura tradicional da moda italiana, afinal, desde as cortes dos Medici, dos Gonzaga ou dos Borboni, até os desfiles atuais em Milão, no Palazzo Pitti ou em Trinità dei Monti, a Itália dá à cultura mundial nomes emblemáticos que se mantém como símbolos do mundo contemporâneo; foi apenas após a Segunda Guerra Mundial que ela se torna visível aos olhos do mundo.
Até os anos 1950, uma etiqueta italiana era uma etiqueta qualquer, mas tudo mudou em 25 de Fevereiro de 1951, com o desfile organizado pelo Conde Giorgini em Florença para um público internacional. Estava iniciada história da moda italiana.
Essa mudança se deu, em grande parte, em consequência do Plano Marshall, iniciativa dos EUA que injetou dinheiro para a reconstrução de países da Europa ocidental destruídos pela Segunda Guerra. Nessa época, a Itália estava devastada, mas alguns setores eram vistos como promissores para a recuperação do país, e o principal deles era o têxtil. A exportação de tecidos foi fomentada e a produção aumentou, fato que, aliado a tradição de arte e alfaiataria, resultou do nascimento de uma moda à italiana.
A evolução da moda caminhou lado a lado com as conquistas econômicas, as iniciativas financeiras, o interesse pela pesquisa e pela promoção social. Na Itália, toda esta nova produção conseguiu conviver em harmonia com a produção artesanal secular.

Galeria Vittorio Emanuele II
A moda produzida na Itália logo se transformou em símbolo de luxo, elegância e alta qualidade. Em apenas 20 anos, os salões de prêt-à-porter milaneses consolidaram o posto de segundo pólo mundial de criação de estilo, atrás apenas de Paris. Em Milão surgiram grifes como Giorgio Armani, Versace, Dolce & Gabbana. A alta-costura vem de Roma, com nomes como os de Valentino, Simonetta Visconti e Roberto Capucci, que deram ao país o status de centro mundial da moda.

Versace

Giorgio Armani
A tradição de alfaiataria torna os italianos imbatíveis quando se trata de moda masculina. Armani e Ermenegildo Zegna são sinônimos de elegância. A habilidade dos artesãos aliou-se à familiaridade com o couro, e Salvatore Ferragamo colocou os sapatos italianos em primeiro lugar no mundo.
A moda italiana evolui em uma renovação de estilos e tendências que, através de uma notável síntese de arte, natureza e tradição, conquistou o mundo, convertendo-se em um símbolo indiscutível do país.
|